ॐ :a concha em seu ouvido trazendo o barulho do mar: ॐ

ॐ Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de alguém. E esse alguém pode ser tu. Um espaço com pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio. Um espaço onde podemos anteceder suspiros e adiantar desesperos. Ou não. ॐ
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:: Sábado, Março 18, 2006 ::

O jovem e o mar

Da janela vejo o mar na tarde chuvosa que escurece a primavera. A linha do horizonte se desvaneceu entre o céu nublado e o mar de chumbo, o vento gelado arranca arrepios e congela as narinas. Não vislumbro nenhum ser humano na moldura à minha frente. A contemplação da vastidão me enleva num êxtase de quietude e silêncio. Não me agita nenhum pensamento, curiosidade ou expectativa. Aconchego-me a um suave sentimento de desolação e entrego-me sereno ao fascínio da natureza.

Eis que um ponto escuro surge flutuando sobre a água. Não o identifico, nem vi de onde veio. Irrompeu da névoa e agora atrai a minha atenção. Some e aparece segundo sobem e descem as ondas. A chuva parou, o vento persiste e o mar ¿ bem, não chega a ser uma ressaca, mas são ondas densas, que cobririam um homem em pé. E acabo de descobrir que o ponto escuro é um homem. Fico apreensivo. É o único homem no mar, na praia, no calçadão e na pista. O que terá acontecido para estar sozinho nesse mar a essa hora?

Será que vou assistir a mais um afogamento? Vi tantos nessa praia ¿ nenhum fatal, por sorte: se está afastado, o helicóptero iça; se está próximo, o salva-vidas tira; e sempre há um banhista valente pronto a se jogar n¿água ¿, que a apreensão vira medo. E com esse tempo, que nem os pássaros voam, não há tráfego aéreo; o salva-vidas, do seu posto, não o vê, e os banhistas nessa hora protegem-se da chuva... Mas o que será aquilo? Ele empurra uma prancha! Ótimo, quem é do mar não enjoa. Nem se afoga.
Deve ser jovem, como são os surfistas, talvez pouco mais que um menino, que, no entanto, em pé numa casquinha onde mal cabem os pés, desliza sua elegância sobre uma superfície líquida e tortuosa, que ondula e encrespa em todas as direções, em constante agitação. Ele não singra o mar, apenas o tangencia; não o fere nem agride, flutua sobre ele; não quer domá-lo, nem descobrir seus segredos, sequer pescar seus frutos, como n¿O velho e o mar, de Hemingway. Para se equilibrar, todo o corpo se move, inclina-se para frente e para trás, para um lado e o outro, pernas se dobram até agachar, o tronco torce e contorce, braços recortam continuamente o ar, compensando, como peso e contrapeso, a força da gravidade. Ao som dos ventos, o mar dança a sua eterna dança e, para sobrenadar a água dançante, o surfista dança ao ritmo das águas. E dançam ambos ¿ o homem e o mar ¿, cada um a seu modo, a milenar dança do homem com a natureza. Flutuando sobre a superfície da fluida água, o corpo rasga o ar fluido, sob o fluido céu: eis um solo de balé num palco que patina. Se Nijinski não parou no ar como sonhou, o surfista, em seu negro figurino emborrachado, ensaia um vôo. Marujo sem embarcação, sem armas nem proteção, enfrenta de peito aberto montanhas de água. Habitante dos grandes silêncios e vastas solidões ¿ o mar é cego, surdo, mudo e implacável ¿, a palavra lhe é ociosa, o vocabulário supérfluo, o argumento inútil. O seu diálogo, dança ou luta, é corporal. Alçase à crista da onda e, braços abertos como um pássaro, mergulha na vertigem de um túnel, com água no encalço. À emoção de impor-se ao mar, cavalgar as águas, recriar a mítica imagem bíblica, se junta a vitória da agilidade sobre o peso, da habilidade sobre a força. O mar encolhe-se ressentido, vai reunir forças para outra investida, larga-o na areia. Como Sísifo, ele retorna ao mar, de prancha à mão, espera que a montanha cresça e leve-o aos píncaros para novo embate. No silencioso embate ele aprende que, mesmo leve e frágil, pode vencer se, além de ágil e inteligente, lembrar que a natureza, temperamental e imprevisível, o ignora. Aprende que é o único responsável pela sua vida, que precisa avaliar as próprias forças e contar só com elas. Aprende a ser paciente, a esperar a boa onda ¿ sabe pegar a boa, deve saber furar a ruim. A controlar o gesto, o movimento, cada ato ¿ todos têm conseqüências: ele responde por elas. Na vida, as circunstâncias mudam como as ondas, há que ser firme e saber se equilibrar. O jogo inclui surfar e afundar, ambas. Se uma onda o derruba, outra virá erguê-lo; se uma agora o ergue, outra poderá derrubá-lo. Na serena desolação da tarde chuvosa, o altivo destemor com que o surfista se impõe ao mar, ao vento e ao tempo me restaura algo da antiga confiança no homem.


:: 12:32 AM ::

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:: Quinta-feira, Março 16, 2006 ::

é quando tu quer dizer algumas palavras e alguém já o fez com uma música / é quando "artistas entoam baladas" / é quando a "canção é só pra dizer / e diz"

:: 9:09 PM ::

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:: Quarta-feira, Março 15, 2006 ::

conscientização - parte 1

evite o desperdício, não produza lixo!!!

O Brasil recicla apenas 17,5 % do plástico rígido e do plástico filme, aquele usado em sacos de lixo e sacolas de supermercado. O resto vai parar no lixo, onde leva mais de 450 anos para se degradar. Se for depositado a céu aberto, o que acontece com 30% do lixo produzido no Brasil, o plástico dificulta a compactação e prejudica a decomposição dos materiais degradáveis. Ou seja, o lixão dura ainda mais tempo do que deveria. Calcula-se que o plástico deixado no litoral por exemplo, mata 1 milhão de pássaros e 100 mil mamíferos marinhos por ano em todo o mundo.

Por exemplo, não use canudos de plástico ao tomar líquido em latas, garrafas ou afins!


:: 5:40 PM ::

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A arte de viver o dia-a-dia

Por Gyomay Kubose

O tempo é um prolongamento do presente. O hoje existe apenas hoje e não pode estar no passado nem no futuro. Em outras palavras, este "hoje" não se repete no eterno futuro. O hoje é singular e nobre; é o único "hoje" no passado eterno e no eterno futuro. Ele não pode ser repetido. Sua vida presente é a única vida e sua vida hoje não pode ser vivida novamente. Este exato presente não é apenas o presente, mas sim o eterno-presente.

"Hoje" é a existência mais importante, singular e absoluta. Vivemos somente o hoje, porque o ontem já é passado e o amanhã ainda está por vir. Queremos fazer deste específico e importante "hoje" um "hoje" belo, nobre e significativo.

Quando o seu presente é significativo, então o seu passado e o seu futuro se tornam significativos. Se você está desanimado agora, seu futuro também é desanimador; se você é grato agora, seu passado também é gratificante. Somente quando a pessoa descobre a si mesma - o que ela é e o propósito pelo qual deseja viver - é que passa a achar a vida muito significativa e a apreciá-la. E então todo o seu passado se torna significativo e gratificante e todo o seu futuro se torna importante, luminoso e pleno de significado.

Portanto, sem o presente não existe o passado nem existe o futuro. O presente não é apenas o prolongamento do passado, nem o futuro apenas o prolongamento do presente. A iluminação ou a salvação do presente é a iluminação do passado e do futuro.

Buda não especulou sobre o passado desconhecido em termos de quando, como e quem criou o quê. Ele sempre viveu no presente real. E tampouco especulou sobre o futuro incognoscível em termos de céu ou inferno depois da morte. Ele percebia o céu e o inferno dentro de si mesmo, em vez de algo externo a si mesmo. Ele sempre viveu na perfeição e na iluminação do presente.

Perceber o eterno-presente é muito importante. Não importa quanto falemos do passado ou olhemos para as promessas do futuro, a menos que estejamos salvos hoje ou tenhamos a iluminação do presente, não existe paz e liberdade completas.

:: 3:58 PM ::

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para relembrar 2005, 2004, ontem, hoje, amanhã...

3 meses atrasado. Pudera ter chegado antes. Antes desse tempo para poder conhecê-la. Isso é fato! Pudera voltar no tempo e resgatar esses meses e anos perdidos. Foi por pouco que não a tive pra mim. Por pouco mesmo, um, dois, três meses talvez. E foi o suficiente para me conquistar. E também o suficiente para a ter perdido de alguma forma. Mas não pra sempre. E, mesmo assim, segui em frente. Porque dizem que 'minha teimosia é uma arma para conquistá-la'. E sigo assim até hoje, como se fosse uma espera. E o que nos resta, é um simples lugar pra encontrar. Encontrar "a verdade". Onde verdades são ditas, onde sentimentos são expostos, onde vontades são sentidas. Independentemenete de qualquer situação. Portanto, deixo que ela escolha... Porque, mesmo assim, eu torço por ti. Porque a única certeza que se tem, é que eu não quero que tu saia da minha vida!!!

:: 6:08 AM ::

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:: Segunda-feira, Março 13, 2006 ::

ALO - Animal Liberation Orchestra

ALO, aka Animal Liberation Orchestra, is a band that has as much fun playing as their audience does dancing. The year 2005 was an especially banner one for these perennial High Sierra favorites: They released a stellar studio album entitled Fly Between Falls, toured with Jack Johnson and with Toots & The Maytals, and were signed by Jack's label Brushfire Records which is re-releasing a remastered version of Fly Between Falls through Universal Records. In February 2006 the band will support Jack Johnson on his UK tour and will set sail with Dave Matthews & Friends on their "Caribbean Cruise Getaway." Featuring keyboardist Zach Gill, guitarist Dan Lebowitz, bassist Steve Adams and drummer David Brogan, ALO combines excellent musicianship and solid songcrafting and strives to make each show one-of-a-kind by adding either an element of surprise, humor or theatrics to the mix, always with memorable results.


A música que tu tá ouvindo é "Pobrecito", do álbum Fly Between Falles de 2005.

Clicando aqui tu cai no site dos caras.

:: 2:50 AM ::

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:: Domingo, Março 12, 2006 ::

é quando tu acha algumas respostas que estava procurando

"É uma improbabilidade básica a gente não espalhar ganchos e se enlaçar continuamente pelo mundo adentro. E daí nossos critérios de fidelidade e /ou culpa e/ou medo ou tanta complicação a mais nos joga de um lado por outro, julga, condena, paga penas que, sério, não precisamos nadinha. Se mantivermos uma certa atenção e menos compulsão, as ondas vêm e vão e não fazem estragos perigosos, e ainda dá pra ir brincando e trocando sorrisos e flores e poemas sem tragédia. Mas sem atenção e com a força do apego... Daí o bicho pega... Coração/mente: meditando!"

Escrito por Nenung


:: 9:25 PM ::

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